Haveria de ter uma bula que escrutinasse essa tal emoção. Dita de mais antigo remédio da alma, ainda causa, e sem pudor, muita calva. É que de mal ou bem usada (não saberia dizer), parece que a emoção é toda treinada para ora mansa, ora morder.Precisaria doses (homeopáticas!), passaria por crivos médicos, avisaria os alérgicos do evitar e tabelaria os sintomas colaterias, de modo que ninguém poderia reclamar caduquice, pois saberia que do mesmo onde que vem o amar, vem cortante o matar. Como é que pode, não é?
Bem dizer que evitaria o descaso, como também o vício. Não paga bem tanta aritmética as vezes, e tem gerado muita trovoada a falta do sentir. Ou cortinas de balas e bombas nossas de cada dia são todas justiça e bem fazer? Na mesma medida, o tanto sentir tanto, de muita troça e agonia, que já passa de sentido à heresia, seria evitado, assim, nem que um por dia, lunáticos, nem de alegria.
Fariam bem essas bulas. Poderíamos ter a chance de não precisar odiar para ter na língua o buquê do nosso ódio. E que bem poderíamos aprender o amor, antes de nos fazer de prato inocente dele. Ao menos ter a ciência de onde, por cima ou por baixo, estamos tropeçando. Tropeçaríamos sóbrios.
Aí que vem: se, por demais contra-indicações que a bula descrevesse, ainda insistiríamos em mal-andar, de que vale a verbose médica? No fundo, mesmo perante a bula, cabe muito tropeçar e vale mais a burla (iria isso nos avisos para o consumo correto?). E nem lei nem tropa, parece, daria conta de segurar os dependentes de cair.
Ora, caindo se aprende, é? Bem que poderiam, ainda com o parágrafo rebelde ditado, um pouco nos treinar, nos avisar de algum modo crível (pois nenhum até então o foi). Evitaria tantos junkies, porque essa droga, bem que faça, tem tudo de tarja preta. Mas não parece haver outro ritmo que o de até então: total legalize.
Boa sorte.

Muito bom!
ResponderExcluirGostei dos seus dois posts, o primeiro falando do nome do blog e etc, dezossou! :X
Até.